Curiosidades sobre o Budismo

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CURIOSIDADES SOBRE O BUDISMO
Esclarecimentos aos temas e perguntas mais frequentes

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CONTEÚDO
O budismo e seus ensinamentos

  • Como surgiu o Budismo?
  • Há ramos dentro do Budismo?
  • Como é a formação de um monge?
  • Há uma contagem do tempo diferenciada em relação a Buda?
  • Livros Sagrados (Cânone Budista)
  • Há algum ritual ou processo de conversão ao Budismo?
  • A Tríplice Joia (Buda, Dharma e Sangha)
  • Quem é a autoridade máxima do Budismo?
  • Os budistas acreditam em deuses ou santos?
  • Quais são os ensinamentos budistas?
  • Qual é a visão dos budistas sobre o surgimento do Universo?
  • Quais são os rituais praticados?
  • Existem datas comemorativas?
  • Existem símbolos?
  • O que é Nirvana?
  • Como é a vida dos budistas que vivem em templos?
  • Fazem orações?
  • Como é feita a escolha de um Buda?
  • Acreditam em vida após a morte?
  • Existe algum idioma comum (para as escrituras)?
  • Os budistas são a favor da dieta vegetariana?
  • Os cinco preceitos
  • Bodhisattva
  • Arhat
  • Quais são as Quatro Nobres Verdades?
  • O Nobre Caminho Óctuplo
  • O significado da união das palmas das mãos
  • O significado das reverências e prostrações
  • Mantra
  • Fé, crença
  • Qual é o propósito de utilizar o “mala” ou o rosário budista (em chinês “niàn zhū”)?
  • O que quer dizer a palavra Sutra?
  • Por que monges e monjas raspam a cabeça?
  • Marcas de incenso na cabeça
  • O Que é Terra Pura?
  • Que quer dizer Chán ou Zen?
  • Qual é a razão da prática da meditação?
  • O conceito budista de renascimento
  • Os budistas realizam orações?

Breve descrição de alguns símbolos budistas

  • Roda do Dharma
  • Cruz Suástica
  • Flor de lótus
  • Nuvens
  • Ponto entre sobrancelha
  • Diferentes posturas e gestos (mudras)
  • Bandeira Budista
  • O significado das oferendas

O budismo e seus ensinamentos

Como surgiu o Budismo, onde, quando e em que contexto?
O Budismo originou-se com um príncipe indiano que veio a ser conhecido como o Buda Shakyamuni; ele ensinou ao longo de quarenta e cinco anos no norte da Índia no século VI Antes da Era Comum. Nessa época, existia a tradição do bramanismo, cujos textos sagrados eram os Upanixadas. Os ascetas andarilhos não brâmanes debatiam sobre questões transcendentes. Alguns desses grupos eram os Jainas, os Ajivitas, os Aniquilacionistas, e todos eles como o grupo liderado pelo Buda tinham diferentes ideais sobre a real natureza do ser humano, diferentes doutrinas sobre o Eu ou princípio vital. A época de Buda era de uma grande efervescência intelectual e espiritual a exemplo do que ocorria em outras áreas geográficas como a Grécia e China.

Há ramos dentro do Budismo? Podem citar alguns?
A divisão maior é entre o Budismo conservador do sul da Ásia, encontrado em países como Sri Lanka, Myanmar e Tailândia, e as escolas mais inovadoras do norte, encontradas no Tibete, Ásia Central, China, Japão, Taiwan e Coréia. No sul da Ásia, a escola Theravada predomina; seu nome significa “A Doutrina dos Anciões”. Essa escola considera a si mesma como a depositária dos primitivos ensinamentos autênticos originários da época do Buda. As escolas do norte da Ásia pertencem ao movimento conhecido como Mahayana, significando “Grande Veículo” (escolas da China, Coréia, Japão, Vietnã e Tibete).

Como é a formação de um monge e quanto tempo dura em média?
Dentro do Budismo chinês não existe um período fixo para a formação de um monge. Existe um período em que o “aspirante” a monge ou monja mora num templo adaptando-se à vida de reclusão. Ele convive com os monges / monjas ajudando nas tarefas do Templo e estudando o que seu mestre lhe indicar. Em alguns casos, ele / ela pode estudar numa universidade budista morando nela ou indo só para as aulas, não é obrigatório. Depois desse período de aprendizagem, que depende tanto do mestre quanto da facilidade ou não de adaptação do discípulo, vem a ordenação como noviço / noviça.

image030Existe uma cerimônia onde o Mestre raspa o cabelo do discípulo, dá as roupas próprias de monge e utensílios que ele usará junto com seus irmãos do Sangha. Nessa cerimônia, ele também abandona sua vida de leigo e recebe um novo nome dado pelo seu Mestre. Seus pais e familiares podem estar presentes e o recém ordenado noviço agradecerá a eles fazendo três prostrações. Nesse período ele tem que manter os oito preceitos de noviço / noviça ou dez preceitos de treinamento. Novamente, virá outro período de aprendizagem e prática até o Mestre indicar a data de ordenação definitiva como monge ou monja onde ele ou ela passará por outra cerimônia. Essa última cerimônia é realizada em alguns Templos duas ou três vezes por ano, dependendo da quantidade de pessoas inscritas (cada Templo deve mandar com antecipação a quantidade de candidatos à ordenação definitiva). Chegam a participar de 800 a 900 candidatos por vez. São um ou três meses de aprendizagem até a ordenação em que participam vários monges e monjas reconhecidos por sua prática e conhecimento do Cânone Budista e eles também além de ensinar, são testemunhas e outorgam a ordenação, assim o discípulo passa a manter 248 preceitos no caso de monges e 348 as monjas. Todo esse processo de ordenação é realizado segundo a tradição chinesa atualmente praticada em Taiwan. Isso varia de escola para escola, ou tradição Theravada ou Mahayana.

Há uma contagem do tempo diferenciada em relação a Buda?
Contamos os anos a partir do seu Parinirvana. Esse termo significa a extinção física neste mundo e a passagem a outra dimensão. Este ano é o 2555 (2011 da Era Comun).

Livros Sagrados (Cânone Budista)
O cânone dos livros sagrados do Budismo se conhece como Tripitaka ou Três Canastas. Está composto pelo Vinaya Pitaka, que trata da disciplina de monges e monjas, o Sutra Pitaka, que contém os discursos do Buda Shakyamuni, incluindo alguns discursos dos discípulos próximos, e o Abhidharma Pitaka, que contém os desenvolvimentos posteriores da doutrina contida nos pitakas anteriores, desenvolvendo pontos de vista filosóficos e psicológicos. No princípio, os ensinamentos de Buda foram verbais e se conservaram na memória dos seus discípulos. Foram transmitidos oralmente por repetição (prosa) e recitação (verso).
Entrada formal ao Budismo

Há algum ritual ou processo de conversão ao Budismo?
Existe uma maneira formal de entrar ao Budismo, que é chamado de refúgio na Tríplice Jóia. Para a conversão ao Budismo, o primeiro passo é se refugiar no Buda, na Doutrina Budista (Dharma) e na Ordem dos Monges e Monjas (Sangha). Os Três Refúgios na Tríplice Jóia são assim chamados por representarem as suas qualidades preciosas. Ao refugiarmos, nos comprometemos a seguir os ensinamentos do Buda e assim nos convertemos formalmente em seus discípulos. Tomamos o Buda como nosso guia e exemplo até atingirmos a iluminação, tomamos o Dharma (os ensinamentos do Buda) como os métodos a serem seguidos e tomamos os membros do Sangha (comunidade Monástica Budista) como nossos guias e mestres para percorrermos esse caminho.

A Tríplice Jóia

Buda
image031O termo sânscrito Buddha é um adjetivo e quer dizer “desperto”, também é conhecido no ocidente como “iluminado”. Desperto ou iluminado quer dizer que a pessoa atingiu o conhecimento da verdadeira realidade, que acordou do sonho da ilusão. Existem muitos Budas no universo; o Buda Shakyamuni, o Buda histórico, ensinou o Dharma na Terra. Nasceu aproximadamente no ano 563 a.C.; não foi um deus, porém um ser humano que alcançou a iluminação ou o despertar através da sua própria prática. Compartilhou os benefícios de seu despertar viajando por toda a Índia, com seus discípulos, ensinando e divulgando seus princípios até sua morte na idade de 80 anos.

Dharma
image033O termo sânscrito Dharma significa a Lei Cósmica, a lei que determina a ordem do universo, o fundamento de toda a existência. De acordo com o contexto, pode se referir aos ensinamentos transmitidos por Buda.

Sangha
image035É um termo sânscrito que significa “grupo em harmonia”. O Sangha, em um sentido geral, é a comunidade de monges (bhikshus) e monjas (bhikshunis) budistas, os quais renunciaram ao mundo e consagram seus esforços à prática do Dharma ao longo da vida.

O Budismo é uma religião ou uma filosofia de vida?
O Budismo são ambas as coisas, é uma religião porque segundo a sua definição, é um conjunto de práticas e princípios que regem as relações entre o homem e o seu referencial (neste caso o Buda). É também uma filosofia de vida, já que a doutrina budista contém princípios e valores da existência, da conduta e do destino do homem.

Quem é a autoridade máxima do Budismo?
O Budismo não tem uma autoridade comparável ao Papa do Cristianismo, nem existem hierarquias entre seus membros. A única exceção é o Dalai Lama, que é uma autoridade religiosa e política, mas unicamente do Tibete.

Os budistas acreditam em deuses ou santos?
Os budistas acreditam na existência de deuses e santos, mas não acreditam em um Deus único e criador.

Quais são os ensinamentos budistas?
Os ensinamentos budistas se dividem fundamentalmente em aqueles que tratam da ética ou moral com seus preceitos como guias do comportamento dos Monges e leigos, os que tratam das técnicas de meditação para desenvolver a concentração e os de conteúdo puramente doutrinário ou filosófico.

Qual é a visão dos budistas sobre o surgimento do Universo?
O surgimento do Universo, como o surgimento de qualquer outro fenômeno ou uma coisa animada ou inanimada, deve-se a um conjunto de causas e condições favoráveis a esse surgimento. Não acreditamos no surgimento devido a um ato de um Criador.

Quais são os rituais praticados?
Os rituais são diferentes de acordo com as distintas escolas budistas (Mahayana e Theravada) e também de acordo com as culturas nas quais se desenvolveram.

Existem datas comemorativas?
Existem várias datas importantes, mas a principal é a celebração do nascimento do Buda Shakyamuni no oitavo dia do quarto mês lunar (segundo o calendário dessa época), aproximadamente na lua cheia do mês de maio do nosso calendário ocidental.

Existem símbolos?
image038Sim, o mais importante é o símbolo do Dharma ou Doutrina Budista. Ele é uma Roda com oito eixos que representa o Nobre Óctuplo Caminho, o Caminho da libertação.

O que é Nirvana?
O Nirvana é a libertação definitiva dos ciclos sucessivos de nascimento e morte.

Como é a vida dos budistas que vivem em templos?
É uma vida dedicada ao trabalho, estudo, meditação e realização de cerimônias. A organização dessas atividades depende de cada Templo e de cada Mestre que o dirige.

Fazem orações?
Sim, há diariamente orações matinais e vespertinas. Também fazem orações em caso de falecimento ou doença.

Como é feita a escolha de um Buda?
Um Buda não se escolhe. A palavra Buda significa “desperto”, desperto ou iluminado para a Verdadeira Realidade. Qualquer pessoa pode chegar a esse estágio depois de muitas vidas dedicadas à prática do Nobre Óctuplo Caminho e à prática das Paramitas ou perfeições das virtudes (generosidade, ética, paciência, esforço, meditação e sabedoria).

Acreditam em vida após a morte?
Sim, acreditamos no renascimento após a morte nos reinos (deuses, asuras, homens, animais, fantasmas famintos e seres infernais).

O Budismo de hoje é igual ao de antigamente?
Em muitos aspectos é igual, pois a palavra de Buda é a fonte dos ensinamentos, em outros aspectos tem se adaptado à mudança dos tempos.

Existe algum idioma comum (para as escrituras)?
Existem duas línguas que foram utilizadas para recopilar os ensinamentos do Buda: o sânscrito e o pali. As escrituras budistas foram recopiladas nessas duas línguas e depois traduzidas para outras como o chinês, japonês, coreano, etc.

Dieta vegetariana para os praticantes budistas

Os budistas são a favor da dieta vegetariana?
A dieta vegetariana é boa para a saúde. Inspira a mente a ser mais compassiva com todos os seres viventes. O Budismo promove o respeito à vida de todos os seres. O Buda consentiu que seus discípulos consumissem carne, porém só as que possuíssem as três qualidades puras:

1- Que a matança do animal não seja presenciada pelo consumidor.
2- O som da matança do animal não pode ser escutado pelo consumidor.
3- Que o animal não seja morto pelo consumidor.
Porém, para ser budista não é obrigatório ser vegetariano, mas é recomendado. Para os monges do budismo chinês é obrigatório.

Os cinco preceitos
Os cinco preceitos básicos de vida recomendados por Buda: não matar nem exercer violência, não tomar o que não nos pertence (não roubar), não mentir, não cometer adultério ou abusar do sexo e não consumir substâncias tóxicas (drogas, álcool, etc.)

Bodhisattva
É alguém que dedica sua vida ao benefício de todos os seres viventes, fazendo o voto de salvá-los da aflição e aspirando alcançar a Budidade. O Bodhisattva permanece no mundo para ajudar aos demais a alcançarem a Iluminação. Cada um dos principais Bodhisattvas tem cultivado a qualidade que representa durante incontáveis períodos de vida, permitindo ao buscador espiritual desabrochar plenamente aquela qualidade dentro da sua vida. Cada um deles também representa um “estado mental” que pode ser aberto e expandido por cada um de nós, para nosso benefício e dos demais. É o objetivo da prática do Budismo Mahayana.

Arhat
É alguém que se dedica a alcançar o Nirvana ou Libertação dos ciclos de renascimento como uma meta individual. É o objetivo da prática do Budismo Theravada.

Quais são as Quatro Nobres Verdades?
Em seu primeiro sermão, o Buda Shakyamuni expôs As Quatro Nobres Verdades, uma exposição concisa de seu ensinamento.

1- A verdade do sofrimento – Os seres viventes estão sujeitos a todo tipo de sofrimento, dor, insatisfação, como característica inerente à vida. Os males elementares são: o sofrimento do nascimento, o envelhecimento, a enfermidade e a morte.
2- A verdade da causa do sofrimento – A origem deste sofrimento ou insatisfação se encontra na ignorância e no desejo egoísta.
3- A verdade da extinção do sofrimento – Pode-se extingui-lo eliminando suas causas.
4- A verdade do caminho que conduz à cessação do sofrimento – O Nobre Óctuplo Caminho.

O Nobre Caminho Óctuplo
O mesmo é composto por:
Compreensão correta – o conhecimento correto; ver as coisas tal qual elas são, sem nome ou rótulo. Compreender por exemplo a norma do renascimento, a lei da causa e efeito, a lei da geração condicionada, etc.
Pensamento correto – pensamentos ou aspirações sem motivos egoístas nem prejudiciais ao próximo.
Fala correta – expressar-se com honestidade, verdade, amabilidade. Abster-se de mentir, caluniar, difamar, de usar palavras que possam provocar ódio, inimizade ou desarmonia entre indivíduos ou grupos.
Ação correta – basicamente é respeitar os cinco preceitos. São: não matar (nem exercer a violência), não roubar (não pegar o que não nos pertence ou não nos é dado por seu dono), não mentir, não cometer adultério ou abusar do sexo e não consumir sustâncias tóxicas.
Meio de vida correto – evitar ganhar a vida com ocupação que possa ser danosa aos outros seres vivos, como ser: vendedor ou traficante de armas, drogas, álcool, açougueiro, etc.
Esforço correto – esforçar-se em impedir o surgimento de pensamentos insalubres ou o desenvolvimento dos que já tenham aparecido; esforçar-se em promover o surgimento de pensamentos saudáveis e desenvolver os que já tenham surgido.
Atenção correta – manter sempre a mente desperta, atenta e vigilante, tomando consciência das atividades que se realiza com o corpo, com a boca e com a mente.
Concentração correta – fortalecimento da concentração da mente, evitando sua dispersão. É uma qualidade indispensável para o desenvolvimento da sabedoria.

O significado da união das palmas das mãos
image054A união das palmas é um gesto amável e uma forma digna de saudar original da antiga Índia. Unindo as palmas, concentramos a nossa mente e o nosso coração mostrando respeito pelos ensinamentos do Buda. Ao juntar os dez dedos, simbolicamente fazemos com que os dez reinos do Dharma se convertam em um só, lembrando a natureza de Buda inerente a cada ser; ao cumprimentar a outra pessoa desta maneira, com as mãos unidas, honramos a sua natureza de Buda.

O significado das reverências e prostrações
Elas são expressões de humildade, respeito e apreço por aqueles por quem reverenciamos. Baseados em Sua bondade e compaixão para libertar do sofrimento a todos os seres viventes, o Buda Shakyamuni é um excelente modelo para a humildade. Ao prosternar-se diante Dele, também lembramos nossa própria natureza búdica.

Mantra
Palavra ou frase sagrada recitada e usada como instrumento da mente para a sua concentração e proteção. A origem da palavra em sânscrito significa “aquilo que protege a mente”.

Fé, crença
O Budismo se baseia na visão dos fenômenos através do conhecimento, da compreensão e não pela fé ou crença cega. No momento em que “vemos”, a crença desaparece e a fé cede o lugar para a confiança embasada no conhecimento.

Qual é o propósito de utilizar o “mala” ou o rosário budista (em chinês “niàn zhū”)?
A recitação com o Rosário Budista é utilizado como um método de concentração na recitação dos nomes dos Budas e dos Bodhisattvas, dos dharanis e dos mantras. A recitação com sinceridade ajudará a purificar a nossa mente. O rosário também é um símbolo da crença budista.

O que quer dizer a palavra Sutra?
A palavra Sutra vem do sânscrito, significa fio ou aquilo que é preso por um fio. Esse termo se refere às escrituras budistas, originalmente escritas em folhas de bananeiras costuradas umas às outras. De forma geral, um Sutra é um registro de um ensinamento do Buda.

Por que monges e monjas raspam a cabeça?
Raspar a cabeça é um símbolo de renúncia a todos os desejos mundanos e da vontade em alcançar rapidamente a libertação das ilusões, eliminar os obstáculos e entrar no caminho da prática. Uma vez raspada a cabeça de um praticante ele renuncia também à vida em família e começa a fazer parte da comunidade de monges ou monjas (sangha).

Marcas de incenso na cabeça
O costume de ter marcas de incenso na cabeça é exclusivamente do Budismo chinês. Durante a dinastia Tang (618-907 Era Comum), a corte imperial ordenou que na cerimônia dos preceitos se fizessem as marcas de incensos para evitar que pessoas leigas se passassem por monges. As marcas são três, mas podemos encontrar monges com mais marcas.

O Que é Terra Pura?
No Budismo, a Terra Pura é um paraíso (criado pelos poderes sobrenaturais de um Buda) onde os seres podem renascer através de um voto, de ter realizado uma prática diligente e desenvolvido uma forte fé na existência dessa Terra Pura. A Terra Pura mais conhecida é a Terra Pura da Suprema Felicidade de Ocidente do Buda Amitabha, que é o seu guia e anfitrião.

Que quer dizer Chán ou Zen?
“Chán” é a abreviação de “channa”, transliteração chinesa da palavra sânscrita “dhyana” que significa concentração correta ou observação pura. O Chán deve ser praticado em todos os momentos. No ocidente, é mais conhecido com a denominação japonesa Zen.

image064Qual é a razão da prática da meditação?
A meditação é um sistema milenar de purificação mental praticado pelas diversas tradições religiosas em diferentes épocas e lugares. A meditação disciplina a mente e desenvolve o potencial interior através da eliminação gradual das barreiras dos condicionamentos, ao mesmo tempo melhora e harmoniza a saúde do corpo. A prática da meditação aumenta a percepção, a capacidade de tomar decisões, afasta a ansiedade e proporciona uma série de benefícios físicos que a ciência já tem comprovado. Existem diversas técnicas de meditação, mas na tradição Chán ou Zen pratica-se a meditação sentada em posição de Lótus completo* ou em meio Lótus** e prestando atenção plena na respiração. Inalando e exalando, observamos nossos pensamentos sem nos deixar levar por eles. Gradualmente, iremos afastando os pensamentos, purificando a mente e abrindo a visão para compreender os ensinamentos do Buda, desenvolvendo sabedoria e compaixão.
*Posição de Lótus completo: O pé direito apóia na coxa esquerda e o pé esquerdo apóia na coxa direita.
**Posição de meio Lótus: O pé direito ou o esquerdo apóia na coxa oposta e o outro pé fica apoiado no chão.

O conceito budista de renascimento:
Os budistas acreditam que a morte é uma passagem de um nível de existência a outro. O ciclo de renascimentos em inumeráveis vidas só tem um fim quando a pessoa praticar o Nobre Óctuplo Caminho até o Nirvana. Renascimento não é o mesmo que reencarnação. O budismo não acredita na passagem de alguma coisa permanente chamada “alma” ou “espírito” a uma nova forma física; ao contrário, o corpo e a mente encontram-se em constante transformação. A morte só é uma separação dos agregados psicofísicos que formam um ser. Esse ser mais tarde aparecerá em outra forma física de acordo com o seu karma.

image069Os budistas realizam orações?

O momento da oração é um momento de arrependimento dos erros cometidos no passado e uma confirmação do desejo de não voltar a realizá-los. Também é um meio de comunicar-se espiritualmente com os Budas e Bodhisattvas recitando seus nomes ou recitando mantras. Existe o costume de usar contas de madeira ou sementes em forma de rosário ou “mala” como guia para estas recitações.

Breve descrição de alguns símbolos budistas

Roda do Dharma
image043É um símbolo muito importante dentro do Budismo e pode ser utilizado para representá-lo. Os oito raios da roda representam os oito elementos do Nobre Caminho Óctuplo (ver As Quatro Nobres Verdades). Sua origem se remonta à antiga Índia, onde os carros com rodas foram utilizados para combater os inimigos nos campos de batalha. O Budismo adotou esse símbolo como representação da propagação dos ensinamentos de Buda (Buddhadharma).

Cruz Suástica
image046No centro da Roda do Dharma, temos a cruz suástica ou cruz de Wan. Esse símbolo é uma das trinta e duas marcas de um Buda. As quatro direções desse signo simbolizam: paz, harmonia, equanimidade e equilíbrio. Esse é o símbolo da doutrina budista, também é um símbolo muito antigo encontrado em diferentes culturas. Ele teve origem há milhares de anos na antiga Pérsia, na religião de Zarathustra; foi usado também na antiga Grécia, na Babilônia foi utilizado para representar o movimento do sol, e na Índia pelos praticantes do Hinduísmo e do Bramanismo.

Atualmente, esse símbolo gera alguns equívocos de natureza política. No começo do século XX, o departamento de propaganda do partido nazista alemão estava procurando por um logotipo que fosse bem marcante, e resolveu usar a cruz suástica, mas como eles eram contra todas as religiões, usaram-na invertida. É importante salientar que, em sua forma original, tal como usada no Budismo, ela não tem nenhum significado político.

Flor de lótus
image048Este é um símbolo de pureza. As flores de lótus simbolizam como podemos nos elevar sobre o lodo da vida e chegar à purificação através de nossa prática. Assim como o lótus cresce nos pântanos e suas formosas flores se elevam sem contaminar-se, nós também podemos nos elevar sobre o sofrimento e a ignorância.

Nuvens
Pequenas nuvens são utilizadas com muita frequência na arte chinesa tradicional como símbolo da impermanência. As mesmas se formam, estão sempre em movimento, mudam constantemente e se desintegram voltando em seguida a formar outras nuvens.

Ponto entre sobrancelha
É uma das trinta e duas marcas que distinguem os grandes seres, entre eles os Budas e Bodhisattvas.

Diferentes posturas e gestos (mudras)
image050São comunicações não verbais. Expressam estados de consciência, conceitos e ensinamentos específicos muito difíceis de serem expressos através das palavras. São utilizados em diferentes rituais e práticas.

Bandeira Budista
image052Simboliza as características especiais do Budismo. Basicamente, a bandeira budista simboliza a não discriminação entre raças, países, nacionalidades ou cor da pele; também representa que cada ser vivente possui a natureza de Buda, tendo todos os potenciais para tornarem-se um Buda. A bandeira budista foi criada em Sri lanka em 1880. É formada pelas cores dos cinco raios que o Buda irradiou depois de alcançar a Suprema Iluminação.

As cinco cores são:
. Azul – representa o conceito da bondade amorosa e a paz (raio emitido pelos Seus cabelos).
. Amarelo – representa o Caminho do Meio (raio emitido pelos Seus poros da pele).
. Vermelho – representa a realização, a sabedoria, a virtude, a fortuna e a dignidade (raio emitido pelo Seu sangue).
. Branco – representa a pureza e a emancipação; que o Dharma sempre existirá além do tempo e do espaço (raio emitido por entre as Suas sobrancelhas).
. Laranja: a natureza do Dharma; a qual contém sabedoria, força e dignidade (raio emitido pelas Suas mãos e Seus pés).

O conjunto das cores simboliza que a verdade não pode ser substituída. As listras horizontais significam paz e harmonia entre todas as raças do mundo, enquanto que as listras verticais representam a paz eterna dentro do mundo.

O significado das oferendas
Simbolizam o respeito e a gratidão para com os Budas e Bodhisattvas. É similar ao respeito das crianças pelos seus pais ou a gratidão dos discípulos pelos seus mestres.

Cada oferenda representa o seguinte:
. Incenso – alcançarmos a própria paz e enriquecer nossa percepção do Dharma.
. Flores – limpar e liberar nosso corpo de tudo que não é agradável, também produzir contentamento às pessoas que nos rodeiam.
. Lâmpadas – purificar nossa visão e conduzir-nos à sabedoria absoluta.
. Frutas – satisfazer nossos desejos e apressar nosso caminho à Budidade.
. Chá ou água – refrescar nosso hálito e distanciar-nos das preocupações.
. Comida – prolongar a duração de nossa vida e facilitar o uso das nossas habilidades.
. Contas (rosário) – satisfazer a nossa vocação e dignificar a nossa aparência.
. Roupas – tornar solene nossa aparência e prover-nos de segurança.

Breve descrição de alguns símbolos budistas

Roda do Dharma
image043É um símbolo muito importante dentro do Budismo e pode ser utilizado para representá-lo. Os oito raios da roda representam os oito elementos do Nobre Caminho Óctuplo (ver As Quatro Nobres Verdades). Sua origem se remonta à antiga Índia, onde os carros com rodas foram utilizados para combater os inimigos nos campos de batalha. O Budismo adotou esse símbolo como representação da propagação dos ensinamentos de Buda (Buddhadharma).

Cruz Suástica
image046No centro da Roda do Dharma, temos a cruz suástica ou cruz de Wan. Esse símbolo é uma das trinta e duas marcas de um Buda. As quatro direções desse signo simbolizam: paz, harmonia, equanimidade e equilíbrio. Esse é o símbolo da doutrina budista, também é um símbolo muito antigo encontrado em diferentes culturas. Ele teve origem há milhares de anos na antiga Pérsia, na religião de Zarathustra; foi usado também na antiga Grécia, na Babilônia foi utilizado para representar o movimento do sol, e na Índia pelos praticantes do Hinduísmo e do Bramanismo.

Atualmente, esse símbolo gera alguns equívocos de natureza política. No começo do século XX, o departamento de propaganda do partido nazista alemão estava procurando por um logotipo que fosse bem marcante, e resolveu usar a cruz suástica, mas como eles eram contra todas as religiões, usaram-na invertida. É importante salientar que, em sua forma original, tal como usada no Budismo, ela não tem nenhum significado político.

Flor de lótus
image048Este é um símbolo de pureza. As flores de lótus simbolizam como podemos nos elevar sobre o lodo da vida e chegar à purificação através de nossa prática. Assim como o lótus cresce nos pântanos e suas formosas flores se elevam sem contaminar-se, nós também podemos nos elevar sobre o sofrimento e a ignorância.

Nuvens
Pequenas nuvens são utilizadas com muita frequência na arte chinesa tradicional como símbolo da impermanência. As mesmas se formam, estão sempre em movimento, mudam constantemente e se desintegram voltando em seguida a formar outras nuvens.

Ponto entre sobrancelha
É uma das trinta e duas marcas que distinguem os grandes seres, entre eles os Budas e Bodhisattvas.

Diferentes posturas e gestos (mudras)
image050São comunicações não verbais. Expressam estados de consciência, conceitos e ensinamentos específicos muito difíceis de serem expressos através das palavras. São utilizados em diferentes rituais e práticas.

Bandeira Budista
image052Simboliza as características especiais do Budismo. Basicamente, a bandeira budista simboliza a não discriminação entre raças, países, nacionalidades ou cor da pele; também representa que cada ser vivente possui a natureza de Buda, tendo todos os potenciais para tornarem-se um Buda. A bandeira budista foi criada em Sri lanka em 1880. É formada pelas cores dos cinco raios que o Buda irradiou depois de alcançar a Suprema Iluminação.

As cinco cores são:
. Azul – representa o conceito da bondade amorosa e a paz (raio emitido pelos Seus cabelos).
. Amarelo – representa o Caminho do Meio (raio emitido pelos Seus poros da pele).
. Vermelho – representa a realização, a sabedoria, a virtude, a fortuna e a dignidade (raio emitido pelo Seu sangue).
. Branco – representa a pureza e a emancipação; que o Dharma sempre existirá além do tempo e do espaço (raio emitido por entre as Suas sobrancelhas).
. Laranja: a natureza do Dharma; a qual contém sabedoria, força e dignidade (raio emitido pelas Suas mãos e Seus pés).

O conjunto das cores simboliza que a verdade não pode ser substituída. As listras horizontais significam paz e harmonia entre todas as raças do mundo, enquanto que as listras verticais representam a paz eterna dentro do mundo.

O significado das oferendas
Simbolizam o respeito e a gratidão para com os Budas e Bodhisattvas. É similar ao respeito das crianças pelos seus pais ou a gratidão dos discípulos pelos seus mestres.

Cada oferenda representa o seguinte:
. Incenso – alcançarmos a própria paz e enriquecer nossa percepção do Dharma.
. Flores – limpar e liberar nosso corpo de tudo que não é agradável, também produzir contentamento às pessoas que nos rodeiam.
. Lâmpadas – purificar nossa visão e conduzir-nos à sabedoria absoluta.
. Frutas – satisfazer nossos desejos e apressar nosso caminho à Budidade.
. Chá ou água – refrescar nosso hálito e distanciar-nos das preocupações.
. Comida – prolongar a duração de nossa vida e facilitar o uso das nossas habilidades.
. Contas (rosário) – satisfazer a nossa vocação e dignificar a nossa aparência.
. Roupas – tornar solene nossa aparência e prover-nos de segurança.

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TEMPLO TZONG KWAN
Endereço: Rua Rio Grande, 498 – Vila Mariana
CEP: 04018-001 – São Paulo – SP
Tel: (0xx11) 5082-3160 / 5084-0363

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